Muitos hotéis reconhecem a importância do Revenue Management. No entanto, na prática, a sua aplicação no dia a dia nem sempre é simples.

A operação não para, as decisões se acumulam e, frequentemente, a definição de preços acontece entre tarefas, reuniões e imprevistos. Nesse contexto, o desafio não está na falta de interesse pelo Revenue Management, mas na tentativa de implementar tudo ao mesmo tempo.

O erro mais comum é saltar etapas.

Ao longo do tempo, diversos hotéis já tentaram fazer Revenue Management seguindo caminhos como:

  • replicar processos de operações maiores

  • utilizar excesso de informação logo no início

  • tentar prever todos os cenários desde o primeiro dia

O resultado, na maioria das vezes, não é o esperado. Não por falta de capacidade do hotel, mas porque o Revenue Management não é um botão que se ativa. Trata-se de uma prática contínua, que se constrói de forma progressiva.

O que a experiência mostra

A experiência com hotéis de diferentes perfis revela padrões claros.

No início, nenhum hotel busca sofisticação. O principal objetivo é ganhar clareza para responder perguntas essenciais, como:

  • Estamos vendendo bem ou apenas reagindo ao mercado?

  • As decisões estão sendo tomadas cedo demais ou tarde demais?

  • Estamos protegendo a receita ou apenas aumentando a ocupação?

Com o tempo, torna-se evidente que consistência gera mais impacto do que decisões pontuais consideradas “perfeitas”. Um processo simples, aplicado de forma contínua, tende a produzir resultados mais sustentáveis.

Além disso, a confiança desempenha um papel central. Quando o hoteleiro compreende o impacto das suas decisões, o Revenue Management deixa de ser intuitivo e passa a ser conduzido com mais segurança.

Revenue Management acontece por etapas

O Revenue Management não acontece de uma só vez. Ele evolui por etapas, acompanhando o nível de maturidade da operação.

Nem todos os hotéis estão no mesmo momento, e isso é natural.

Primeira etapa: deixar de reagir

Nesta fase estão os hotéis que ainda ajustam preços de forma predominantemente manual ou apenas quando algo foge do esperado.

O foco está em:

  • ganhar visibilidade sobre o desempenho

  • estabelecer regras claras de decisão

  • reduzir a pressão das decisões diárias

O objetivo não é prever o futuro, mas criar uma base sólida para deixar de atuar apenas de forma reativa.

Segunda etapa: ganhar previsibilidade

Com maior controle da operação, surge uma nova necessidade: antecipar movimentos.

Nesta etapa, o hotel passa a analisar:

  • o ritmo de vendas

  • o comportamento da demanda

  • oportunidades de ajuste antes que o mercado mude

As decisões tornam-se mais frequentes e mais conscientes. O Revenue Management deixa de ser apenas reação e passa a apoiar decisões antecipadas.

Terceira etapa: lidar com a complexidade

À medida que a operação cresce, com mais canais, segmentos ou vendas de grupo, as decisões se tornam mais interdependentes.

Neste momento, é essencial avaliar o impacto real de cada escolha:

  • na ocupação

  • na receita

  • no RevPAR

  • e no desempenho global da operação

O Revenue Management passa a ter um papel cada vez mais estratégico, apoiando decisões que vão além do curto prazo.

O papel da tecnologia ao longo da jornada

A tecnologia não substitui o conhecimento do hoteleiro. Ela atua como suporte em cada etapa da evolução. Quando bem aplicada:

  • no início, ajuda a simplificar processos

  • posteriormente, contribui para a previsibilidade

  • em operações mais maduras, apoia a gestão da complexidade com controle

O desafio não está em automatizar, mas em garantir que a automação respeite decisões bem definidas.

Revenue Management é um processo contínuo

Não existe um “nível ideal” de Revenue Management aplicável a todos os hotéis. O que existe é o nível adequado para o momento de cada operação.

Não é necessário fazer tudo de uma vez, nem ser uma grande operação para aplicar Revenue Management de forma eficaz. O mais importante é começar e evoluir com consistência.

No fim, o Revenue Management não se resume a preços. Trata-se de tomar decisões com mais contexto, mais confiança e menos pressão e isso faz diferença em qualquer hotel, independentemente do seu tamanho.

É com esta visão que a Climber desenvolve soluções que acompanham a evolução dos hotéis ao longo do tempo, ajudando cada operação a tomar decisões mais seguras, no seu próprio ritmo, à medida que a complexidade do negócio aumenta.

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